sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Existe..

Sempre fui habituada a dar tudo numa relação, é como sou, dedico-me à pessoa que ali tenho a meu lado, se algo corre mal eu luto, luto até ao esgotamento fisico e psiquico.
Por sempre dar e não receber de volta, levou a que as minhas duas ultimas relaçoes tivessem terminado, comigo esgotada, magoada, traida (literalmente), entre muitas outras palavras "más".

Se tudo foi mau? Claro que não, houveram momentos felizes, a felicidade é feita disso mesmo de momentos, e eu tenho esses momentos cá dentro guardados, momentos esses que me fazem lembrar porque lutei eu por algo impossivel.

Há minha volta muita gente me dizia que numa relação não é só dar, não é só uma pessoa a lutar e a remar o barco sozinha, teoria essa que eu sabia tão bem.
Numa relação não existe só 1 tem de existir 2, não fundidos mas encaixados.
Ambos tem de lutar, dar de si, aceitar quem somos tal como nós aceitarmos quem a outra pessoa é.

Ao ver várias histórias percebi que eu é que estava errada, sempre estive, as relações que tive de longe eram o que alguma vez idealizei, não que idalize demais, apenas o basico... um conceito de familia, companheirismo, amor, cumplicidade, amizade...

Mentalizei-me do meu erro, mentalizei-me que nem todos podemos ser felizes, e concretizar todos os sonhos, o meu sonho de familia estava muito longe. Aceitei. Aprendi que esta ultima relação me esgotou, ganhei força e libertei-me dela. Aprendi a estar sozinha, aprendi a dar-me mais valor (embora ainda não dê tanto como devia dar), aprendi um sem fim de coisas, mas mais importante cresci.

Ao mesmo tempo, no meio desta confusão toda, ele apareceu, e ele deu num mês apenas, a volta ao meu mundo.
E com ele tenho descoberto, muito a medo que os sonhos podem existir, e que pessoas como idealizava existem.
Ele é o que atura os meus medos, ele é o que me ouve, ele é o que me acalma em dias maus.
Dá-me segurança, dá-me paz e sossego, dá-me amor e não há um dia que não demonstre, não em palavras mas em actos.

Com ele estou a aprender a amar, a sonhar de novo. Com ele não preciso de grandes declarações de amor, porque mesmo quando não falamos ou ele está mais calado eu sei que me ama.
Falamos entre nós, desabafamos de tudo e nada, contamos o dia a dia, e a cumplicidade entre nós está a crescer, com ele posso apenas falar de tudo, sem julgamentos.

E ele está a tornar-se a minha melhor parte, coisa que nunca pensei que fosse possivel.

E é graças a ele que volto a acreditar que todos nós temos uma pessoa que nos completa, e ele completa-me de uma forma unica.
Todas as outras relações apenas me deram bases para dar valor a alguém como ele. A conseguir ver a diferença entre o amar e ser amado.

Pela primeira vez posso dizer que tenho o pilar que faltava na minha vida.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

E...

E se eu disser que tive sorte de encontrar uma pessoa maravilhosa?
E se eu disser que estiver anos à espera desta pessoa assim, e que na altura em que desisti de tudo e todos ele apareceu?
E se eu disser que ele me completa de várias maneiras?
E se eu disser que gosto muito dele e ao mesmo tempo disser que ando confusa?

Não sei por meter defeitos a tudo e todos, se por ser tudo muito rapido e recente, se por medo atras de medo que tenho de que nada disto seja real....

Estou a dar em doida!!!!