segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Todos os anos é isto, chega perto dos meus anos e fico invadida por uma depressão que não me larga.
Lembro-me perfeitamente de quando era miuda e querer à força toda fazer anos, porque era um ano mais velha, e porque ia receber prendas.

Mais tarde, na minha adolescencia, queria à força toda os 18 anos. Todos temos aquela ideia que aos 18 é que é, somos adultos e todos param de chatear.
Eu não tanto por pararem de chatear mas porque pensava mesmo a sério que aos 18 anos finalmente ia poder fugir de casa sem que os meus pais chamassem a policia para ir atrás de mim, e poderia finalmente fugir daquele inferno que teimavam em chamar "casa" e "familia"...

E cheguei aos 18 e nada mudou, não não fugi de casa, a cobardia foi maior que eu. Das poucas coisas que me arrependo na vida é de ser cobarde, ou pelo menos de o ter sido até àquela data.
Dos 18 para a frente foi mais um pensar... aos 19 se calhar saio, aos 20... e os aniversários eram como que uma necessidade, quanto mais não fosse para me lembrarem que mais um ano tinha passado e ainda estava viva.

Aos 22 casei, já tinha saido de casa e a idade deixou de ter importancia, os aniversários deixaram de importar e começaram a pesar por outras razões diferentes, razões que hoje pesam ainda mais, e que por muito que queira não mudam e por muito que as queira mudar continuo a mesma cobarde daqueles anos.

E todos os anos tem sido isto, mas este ano com mais impacto, são 30 anos, uma passagem que me afecta não por ser mau, porque prefiro estes meus 30 que os meus 20, e sinto-me melhor comigo mesma agora que naquela altura.
A verdade é que a idade me afecta neste momento por olhar para trás e pensar que um dia sonhei estar de uma forma e estou de outra.

Faço 30 anos e estou sozinha, não que faça diferença, habituei-me a está-lo.
Não fui para a universidade, não tenho grandes amizades, e convidar alguém para alguma coisa parece que se está a convidar para algo como "casa comigo".
Não me sinto desejada, e quando o sinto só tem um fim, e esse fim não é com quem quer é com quem quero!

E como me disseram uma vez; a vida é como um livro, há pessoas de 40 que ainda vão na página 10 da sua história, há pessoas de 30 que vão na página 200.
E eu sou uma delas, o meu livro já nem tem conta às páginas que tem, e não não é lamento, porque todas as páginas me ensinaram algo, mas é uma constatação... eu quero uma pausa na escrita destas páginas, nem é bem pausa mas sim uma escrita mais lenta.

Muita gente e até mesmo eu pode dizer que ainda vou a tempo de mudar tudo... mas eu respondo... a cobardia não deixa...

Amanhã faço 30 anos e não estou a achar mesmo piada nenhuma à coisa!!!


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Eu sou...

Eu sou aquela que aprendeu a viver sozinha, com e sem problemas, com e sem dificuldades, aprendi!
Eu sou aquela que aprendeu que a vida não é nenhum conto de fadas, mas que mesmo assim tentou e tentou, e continua a tentar!
Eu sou aquela que mesmo sabendo que aprendeu tudo isso e se sente bem com a situação, tem dias em que se sente a pessoa mais sozinha à fase da terra, mesmo sabendo que sozinha por completo não está.
E sou aquela que se sente oca, e vazia, e tentada a desistir de vez de tudo o que a rodeia!
Eu sou aquela que mesmo passado meses e meses, acaba por pensar sempre na mesma pessoa. Mesmo tendo tentado de novo e ter visto que aquilo não era a mesma coisa... e alguns dizem-me que eu ainda estou magoada, e que é por isso que não é o mesmo.
E sim estou magoada e há dias que lhe tenho uma raiva enorme, por ter destruido os meus sonhos e as minhas crenças. E claro que quando digo isto do outro lado tenho a resposta "se houvesse botão rewind, acredita que voltava atrás".
Claro que por um lado até foi bom isto tudo, fez-me crescer tanto que nem eu tinha noção, fez-me passar barreiras, ensinou-me que não é preciso alguém para nos sentirmos completos, que não preciso mudar quem sou para estar com alguém, fez-me aprender a dizer não e acabou quando teve de ser dito!
Mas depois há o reverso, não foi tudo mau, e há coisas que nunca ninguém há de entender, e digam o que disserem nunca mas mesmo nunca entenderão!
Ele até pode ter acabado com sonhos e crenças, mas fez-me gostar de mim, e fez-me ver que um corpo não é importante, que coisas que pensava não eram bem assim! E ouvia-me, mesmo o dia a dia mais banal, a conversa mais sem interesse, ouvia-me. E embora por vezes eu achasse que não, ele depois acabava por falar de algo que eu tinha dito!
E deu-me momentos dos quais tenho umas saudades... mas que saudades! Coisas tão simples e banais,  coisas tão sem sentido!
E por vezes é assim, dou por mim a pensar, a pensar no bom que houve, e a sentir saudades.
Continuo a viver no passado, mas sempre sabendo que o presente é o agora e que preciso vive-lo.

E depois de pensar, dou por mim numa raiva total, raiva por ele nao saber o que é uma relação, raiva por ele nunca ter compreendido a minha parte, raiva por ele não ter lutado naquela altura, na altura certa, não agora, não hoje, mas naquela altura.
E por muitos pedidos de desculpas que me faça, o magoado continua cá.
E mesmo falando com ele de quando a vez e mostrar que estou bem, a verdade é que a raiva ainda aqui habita!
Porque ninguém, nem mesmo ele sabe ou soube o quanto o amei!!!

E faz dia 16 deste mes 1 ano que passamos os melhores 3 dias da nossa relação, e que corra a água que correr áquele sitio não voltarei com ninguém, porque aquele foi o nosso sitio, onde eu fui feliz, com ele... apenas e só!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Hoje

Isto hoje vai ser lindo vai...

1.30h de sono no corpo, uma insonia que me fez ver as horas até as 5.35m.
7.00 toca o despertador!!

Sinto-me cansada, como se fosse desligar a qualquer momento!!

O que vale é que hoje entro de férias! mais 7 horas!! aiiii

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Amazing (aerosmith)

I kept the right ones out 
And let the wrong ones in 
Had an angel of mercy to see me through all my sins 
There were times in my life 
When I was goin' insane 
Tryin' to walk through 
The pain 
When I lost my grip 
And I hit the floor 
Yeah, I thought I could leave but couldn't get out the door 
I was so sick and tired 
Of a livin' a lie 
I was wishin' that I 
Would die 

It's Amazing 
With the blink of an eye you finally see the light 
It's Amazing 
When the moment arrives that you know you'll be alright 
It's Amazing 
And I'm sayin' a prayer for the desperate hearts tonight 

That one last shot's a Permanent Vacation 
And how high can you fly with broken wings? 
Life's a journey not a destination 
And I just can't tell just what tomorrow brings 

You have to learn to crawl 
Before you learn to walk 
But I just couldn't liten to all that righteous talk 
I was out on the street, 
Just a tryin' to survive 

terça-feira, 2 de agosto de 2011

??!??!

Visito muitas vezes um forum que conheço de casamentos.
Visito não por querer casar lol mas por motivos profissionais.
E eu pergunto-me como é possivel algumas pessoas lá, andarem a preparar o casamento que só vai ser em 2013/2014.
E algumas delas ainda nem o pedido definitivo tiveram por parte do namorado (noivo?!).

A vida dá tantas voltas, e em 2/3anos mais voltas dá. Não sabemos o amanhã quanto mais uma data tão longinqua..
Até lá podem já não gostar daquele vestido, não querer aquela quinta, ou até já nem namorar com a mesma pessoa.
Não é que não seja sonhadora (já fui mais), mas é ser realista!!

Hoje em dia há uma necessidade enorme de viver as coisas, de estar apaixonado, de ter alguém (contra mim falo, embora já tenha sido pior), como se o mundo acabasse amanhã e nada mais importasse!!

E se formos a falar da palavra amo-te? Hoje em dia é usada em tudo e nada, como se fosse uma banalidade. As pessoas dizem tantas vezes amo-te que um dia quando ouvida deixa de fazer sentido. Esta palavra é para ser sentida, é para ser dita no momento certo, na hora certa, só assim ela provoca o arrepio desejado que nos faz ter certeza que aquele alguém nos ama de verdade...

A mim faz-me comichão os miudos (e não só) de hoje em dia dizer amo-te a tudo e nada... mesmo sem saberem o grande significado desta palavra.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Ansiedade

Sempre fui ansiosa, antes não entendia o aperto do peito o respirar mais rápido, o respirar mais fundo para ver se o aperto passava, mas hoje tenho perfeita noção que sou ansiosa.
Nunca o demonstrei a ninguém, aliás quem me vê e não me conhece pensa que eu sou apenas uma miuda que se ri muito e é feliz á sua maneira.
Nunca o demonstrei se calhar porque não aceito para mim mesma essa condição e se não aceito para mim mesma, dizê-lo em alto e bom som seria confirmar algo que não quero.

A minha cunhada está neste momento a ter a minha afilhada, e eu dói-me cada pontinha do corpo... devido à ansiedade que me faz puxar cada fôlego com mais e mais força, como se o oxigénio não existisse perto de mim!

Afilhada

A minha bebecas está quase quase cá fora :) e eu estou mortinha por ir agarra-la e cheirar aquele cheirinho de bebe!!!!
O meu 2º grande amor, a minha 2ª felicidade!!! :D
Que primeiro é a minha filha logico :D

Eu!

Se há coisa que defini bem na minha vida é que não precisava de nenhum homem para ser feliz ou mais completa, mas confesso que há dias, dias em que me sinto mesmo sozinha.
Que sinto que devo ter algum problema pois até para um café as pessoas estão ocupadas demais.
E ha dias que percebo que estou a chegar aos 30 e tenho uma vida parva!!!