sábado, 28 de janeiro de 2012

Saudade

A saudade é a minha traição.... é ela que me sufoca, que dilacera e aperta o coração.
É ela que me trai quando tenho de seguir a minha vida sem pensar no que ficou para trás, ela e a esperança... de quê nem eu entendo!

Saudade que matas aos poucos, afasta-te para bem longe, onde não te possa sentir. Afasta-te o suficiente para que na minha mente não veja nem relembre todos aqueles momentos que não quero lembrar.
Não atraiçoes a minha razão que neste momento se tem de sobrepor ao coração.
Não me faças ter vontade de sentir de novo o corpo dele junto ao meu, não me relembres dos beijos, não avives o abraço que é o que mais falta sinto.
Não me faças ser fraca ao ponto de dizer que tenho saudades, não me faças sentir o sabor do sal da água que escorre no meu rosto.
Liberta as amarras do meu peito e deixa-me respirar sem esforço.

Saudade traiçoeira, apenas afasta-te o suficiente para que não te sinta com esta força, mas não desapareças de vez, não agora nem para já. Talvez um dia te peça isso, mas não para já!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Again - Bruno Mars (voltaria a fazer tudo de novo sem duvida)




Again

Hands over my head thinking what else could go wrong?
Would've stayed in bed, how can a day be so long?
Never believed that things happen for a reason
But how this turned out, you moved all my doubts, I believe
That for you I'll do it all over again
Do it all over again
All I went through, led me to you
So I'd do it all over again
For you

I missed the first train, stood out in the rain, all day
Little did I know
When I caught the next train, there you were to sweep me away
Guess thats what I've waited for
Never believed that things happened for a reason
But how this turned out, you moved all my doubts, I believe
That for you Ill do it all over again
Do it all over again
All I went through, led me to you
So I'd do it all over again

(Ohh) Who ever thought a day gone so wrong, would turn out so Lovely
I'm so glad I found you
Even though the day went so wrong, I wouldnt change a thing (yeah, yeah, oh I'll do it)
I'll do it all over again
Do it all over again
All I went through, led me to you
So I'll do it all over again (yeah, yeah ohh)
Ill do it all over again (I'd do it all over, I'd do it all over)
Do it all over again (I'd do it all over for you, for you)
All I went through, led me to you (all I went through, it led me to you)
so I'd do it all over again (over again)

Who ever thought a day gone so wrong, could turn out so lovely ohh
Who ever thought a day gone so wrong, could turn out so lovely



Não tenho duvidas de que faria tudo de novo, o caminho que escolhi não foi o certo mas esse caminho levou-me até ti, por isso repetiria o mesmo erro as vezes que fosse preciso.
Contigo fui feliz, mesmo com a tua inconstância tenho certeza que fui feliz e isso é apenas e só o que me importa.Por algum motivo as pessoas passam pela nossa vida... serás sempre aquele que me mostrou que o meu sonho era possível, mesmo que por momentos!

Casamento

Ao ler o blog da S. fez-me lembrar deste assunto, casamento!

Para muitos o casamento é um acto religioso, deve ser respeitado, é uma união de Deus e uma vez unidos por Ele não poderão ser separados (Lucas corrige-me se estiver errada)!
Eu nunca vi o casamento como algo religioso, vi apenas como um passo que o casal dá para algo maior, como se a relação fosse um grupo de patamares e a certa altura houvesse necessidade de subir mais um degrau. Como se o casamento os unisse mais.
Neste momento penso nisso assim mas a verdade é que para mim em tempos o casamento era um papel assinado por duas pessoas que juram algo que mais tarde não cumprem.

Eu já me casei, já me divorciei e sei que casei pelos motivos errados. Se fosse hoje não tinha casado e tinha-me juntado primeiro. A razão de saber que os motivos foram os errados não é pela ruptura do mesmo, nem mesmo por ter terminado, mas sim porque o casamento neste momento para mim tem uma vertente acima dos motivos pelo qual dei aquele passo.
Naquela altura o casamento foi uma fuga e ao mesmo tempo um favor à família porque não nos queriam apenas "juntos", e novos como éramos demos esse passo.

Quando me divorciei jurei para nunca mais, que casar nem pensar, que era só um papel e que o melhor era juntar-me. No momento da separação cada um ia à sua vida e pronto, sem chatices, sem confusões, sem leis e sem papeis onde uma assinatura decide a diferença entre divorciado e casado. Pensando bem nesse assunto... podemos assinar um papel que nos intitula divorciados, mas quem nos tira do peito aquela pessoa de quem nos separámos? Aquela que marcou ali o seu lugar? (não foi o meu caso, mas é o caso de muita gente)

Hoje, passado quase 3 anos de divorcio, penso de forma diferente. A idade muda-nos, a forma de ver a vida muda,  as peripécias  do nosso caminho faz-nos mudar o rumo e a visão do que nos rodeia!

Se fosse hoje eu casava-me de novo, mas de uma forma completamente diferente do que foi o meu primeiro casamento.
Primeiro juntava-me e depois mais tarde, se visse que valia a pena e que juntos pensávamos no futuro ai sim casava-me, mas não de animo leve como já foi um dia.
Neste momento para mim o casamento é mais que um papel assinado, é como se a relação ficasse mais madura e o amor já fosse tanto que precisássemos dar um passo mais à frente e só daria esse passo tendo certeza que aquela era a minha pessoa. Não para sempre porque o para sempre é até terminar mas aquela pessoa pelo qual valeria a pena dar tamanho passo. Por isso hoje diria que sim, quero voltar a casar, pelos motivos certos e não por algo do momento.
Casaria pelo amor que sentisse por ele e ele por mim, casaria pela união que tivéssemos, casaria porque com ele quereria ter uma família, e acho que o casamento é mesmo isso a confirmação do amor que se tem por aquela pessoa que escolhemos como "nossa".

E não teria uma grande festa, com tios e primos que só se vê de anos a anos em casamentos ou funerais.
Seriam apenas os importantes, aqueles que todos os dias faziam parte da nossa vida, amigos, família mais chegada, apenas e só eles, aqueles que ao longo daquele tempo testemunharam o nosso "caminho" e fizeram parte da nossa odisseia!
Esses sim sei que iriam completar aquele dia que por si só é importante.
Os padrinhos seriam as pessoas mais importantes da minha vida, pouco importando se tinham dinheiro ou não para "os pagamentos" da praxe.

O casamento é mesmo isto... a confirmação de um amor!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Sonhos

Esta noite sonhei que tinha tido um acidente de carro e morri!

Quando era miúda lembro-me de dizer à minha avó que ia morrer aos 27 anos a ter um filho... imaginação fértil a minha, vinda não sei de onde mas que me assustou quando estava quase nos meus 27.
Tenho 30 ainda estou viva e não tive mais filhos a não ser a minha aos 24!
Desde que o meu pai morreu que a morte me assusta, assusta-me o desconhecido, se vai doer, se vou dar conta, se vai ser de uma forma violenta ou na cama a dormir... Não penso todos os dias nisso lógico, mas nos dias menos bons em que passo tempos sem dormir quase, dá-me essas paranóias.
Basta começar com o pensamento "e se morro amanhã e não realizei os meus sonhos?".
A mente, de uma simples frase passa a um enredo tal qual filme de hollywood e só pára porque me obrigo a esquecer aquele assunto.

Esta noite tive um sonho, sonhei que a fazer uma curva despistei o carro e fui contra um rail, a unica coisa que me lembro do momento a seguir foi... silencio e escuridão.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Dias

Há dias que me pergunto o que ando eu a fazer da vida!
Pergunto-me do que estou eu à espera....
Há dias como o de hoje em que penso mesmo no que ando eu a fazer...

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Coisas que ouço

"Ah e tal... não houve aquele click"
"Há quimica mas não me consegui apaixonar"

Ouvi isto de uma pessoa tal como já li isto também.
Isso significa que os casais que não tiveram click, mas que tiveram química que se transformou em paixão e mais tarde em amor por verem que são as pessoas certas, amam-se menos do que aquelas relações que começaram com uma grande paixão cheia de flores, estrelas, borboletas e afins?

É que eu já tive uma paixão dessas, das que dizemos que é para sempre, das que choramos por tudo e nada, onde as borboletas reinam no estomago e a vontade de estar com aquela pessoa é enorme... não acabou bem! E como se vê não foi para sempre.

Dai para a frente já me apaixonei, uma nem entendo bem como, olhei para o rapaz e parecia que o mundo tinha desaparecido, até ele me beijar e .... não... a paixão passou logo.
E agora tenho um caso em que me fui apaixonando por ele, e não deixo que passe mais do que já está porque ele ainda não está preparado para que me entregue por completo, e não quero correr o risco de me magoar como já aconteceu.

Quando nos magoamos e crescemos acho que a nossa forma de ver o amor é diferente, tornamo-nos mais cautelosos, mais ponderados. E isso leva-nos a não vivermos aquela grande paixão...

Pelo menos para já é a minha forma de ver as coisas... será que estou certa?
Ou será que pensamos demais na vida?

Acho que é mais a segunda!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

The Gift - Primavera



Sábado à noite não sou tão só
Somente só
A sós contigo assim
E sei dos teus erros
Os meus e os teus
Os teus e os meus amores que não conheci

Parasse a vida
Um passo atrás
Quis-me capaz 
Dos erros renascer em ti

E se inventado, o teu sorriso for 
Fui inventor
Criei o paraíso assim

Algo me diz que há mais amor aqui
Lá fora só menti
Eu já fui de cool por aí
Somente só, só minto só
Hei-de te amar, ou então hei-de chorar por ti
Mesmo assim, quero ver te sorrir...
E se perder vou tentar esquecer-me de vez, conto até três
Se quiser ser feliz...

Se há tulipas
No teu jardim 
Serei o chão e a água que da chuva cai
Para te fazer crescer em flor, tão viva a cor
Meu amor eu sou tudo aqui...

Sábado à noite não sou tão só
Somente só
A sós contigo assim
Não sou tão só, somente só




Como ser feliz com pouco!
Esta musica é lindissima, com uma melodia que toca e uma letra unica!

"Hei de te amar ou então hei de chorar por ti, mesmo assim quero ver-te sorrir..."


quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O mundo é pequeno

Quando vezes já dissemos isto?

A S. é uma amiga do tempo de escola, conheci-a aos meus 15anos, chegamos a ser grandes amigas (que sabíamos nós sobre a amizade aos 15?). O tempo passou, afastá-mo-nos e passado 15 anos encontra-mo-nos de novo. Estamos em Agosto de 2011.

Quando reencontrei a S. conheci uma amiga dela a T. Sem paciência para a infantilidade da S. eu acabei por me afastar dela mas a T. manteve-se e torná-mo-nos amigas (ou eu tornei-me amiga e ela conhecida?).
Muita vezes ouvi a T. falar da R., R. assim, R. assado, porque saiam muito com a R. e ela nem queria ir a casa da S. e por aí adiante.
No fundo eu parecia que conhecia a R. sem a conhecer. (estamos entre Agosto de 2011 e janeiro de 2012).

Ontem encontrei família da parte do meu avô, primos de 2º e 3º grau perdidos na minha infância.
O facebook tem destas coisas engraçadas, reencontramos pessoas que um dia já foram importantes na nossa vida ou que simplesmente fizeram parte dela.
Encontrei a minha prima R. e ao ver as fotos dela vejo lá nada mais nada menos que a S.......

Começo a falar com ela no chat.

Eu- Conheces a S.?
R.- Sim conheci-a pelo M. amigo meu, de onde a conheces?
Eu - Do tempo da escola... então não me digas que conheces a T.
R.- Sim tambem, que giro...
Eu - Então tu és a R. que a T. fala, e ias um dia destes jantar a casa da S. não ias?
R- Sim é verdade!!!!
Eu- Como o mundo é pequenino!!

Pois é a R. que tanto ouvi falar, desde Agosto até Janeiro deste ano, que um dia a T. me ia apresentar.... é minha prima!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Mar (escrito 24/01/2008)

Vou pedir ao mar que me envolva nas suas ondas e me abrace.

Que me leve para longe e me embale no seu vai e vem "branco".

Que me faça sonhar com o seu azul e deitada no seu abraço me deixe ver o infinito do céu.

De dia azul limpido, por vezes com lindas "formas" brancas, de noite estrelado como uma cortina que decidiu decorar o breu da noite.

Embala-me até adormecer, e faz-me esquecer a vida, faz-me sonhar...

Sonhos de princesas, de mundos diferentes, de fantasia já inexistente em mim.

Leva-me ao infinito, onde não exitam horas, onde tudo é calmo, onde reina a felicidade.

Deixa-me sentir os raios de sol, o seu calor, a sua imensidão, a sua cor amarela, por vezes alaranjada como que dizendo um "adeus" a mais um dia.

Deixa-me sentir a brisa do vento no meu rosto, quente como o que sinto no coração e fria como sinto a alma.

Deixa-me idolatrar a lua, cheia e alaranjada, dando vida à noite...

Apenas abraça-me e faz-me sentir feliz!!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O meu irmão

Li um texto sobre e irmãos e lembrei-me do meu.
Todos nós temos de ter alguém com quem contar na vida, alguém que mesmo não estando presente todos os dias o está.
Alguém que mesmo nós pensando que está longe não o está, e nós sentimos isso, não precisamos daquela presença constante, não precisamos da pergunta diária "está tudo bem?", não precisamos do gosto de ti constante porque no fundo sabemos que aquela pequena parte nos pertence, é nossa, não porque o definimos mas porque foi gravada em nós um dia e o meu irmão tem uma parte dele gravada no meu coração e nunca sairá de lá, passem os anos que passarem, mesmo quando nos chateamos por sermos opostos em quase tudo.

Lembro-me vagamente da gravidez da minha mãe, apenas me lembro de ela ir para a maternidade para o ter.
Não me lembro de ele vir para casa, mas lembro-me de pensar "eu não pedi nada disto", lembro-me de aos 4anos irmos ao Palácio com os meus pais e ele estar ao meu colo (existe foto dessa altura), lembro-me de lhe roubar a chupeta porque se ele tinha direito a ela eu também tinha.
Lembro-me dos ciumes que sentia, porque a minha mãe a mim não ligava nenhum mas ele estava ali no berço ao lado da cama dela e na casa dela, eu em contrapartida estava na casa da minha avó e dormia com ela.
Não que me sentisse arrependida (hoje muito menos), com quase 4anos não sabemos o que é arrependimento, mas pensava porque o tinham escolhido a ele e não a mim.
Daí para a frente, até aos meus 12/14 anos simplesmente não me dava bem com ele, alturas havia que me perguntava porque tinha ele nascido.
Tinha tudo dos meus pais, era sempre o favorito, o escolhido, o rapaz que todos queriam, e eu sempre me senti de parte.
Ele mimado como era (eu também mas mimada com amor, não com aquele tipo de mimo que o fazia achar-se o maior) achava que podia fazer tudo à maneira dele e conforme queria e eu educada de forma diferente nunca entendi aquela raiva dele, aquele mau perder, aqueles nervos próprios dele que descarregava muitas vezes em mim, hoje entendo!
Era raro o ai ou ui que eu desse, ficava magoada mas calada no meu canto como sempre o fiz e por vezes ainda hoje faço.
Mais tarde quando fui morar com os meus pais tive de conviver com ele também, os primeiros tempos foram complicados até que um dia me adaptei a ele.
Ambos crescemos, percebemos que no fundo só nos tínhamos um ao outro porque os nossos pais afinal minavam a nossa irmandade, nada mudou quanto às regalias que ele tinha e eu não, mas o engraçado é que nunca me afectou o ele ter mais ou menos que eu, apenas pensava que a relação que tínhamos ganho naquele ano era mais importante que todos os bens materiais que lhe podiam dar e a mim não.

Tinha eu mais ao menos 15 e ele 11 quando percebemos que algo nos ligava, numa brincadeira parva, num daqueles dias em que os nossos pais não estavam em casa e só chegavam às 21/22h da noite.
Lembro-me daquele dia como se fosse hoje, valia de tudo para ver quem molhava mais quem, entre bacias cheias de água e a mangueira de regar o jardim. Lembro-me das gargalhadas com frases do tipo "se eles chegam estamos feitos".
Lembro-me de vermos as horas passarem e nos irmos secar à pressa com a jura que aquilo seria algo só nosso, como se de um segredo importante se tratasse e nessa altura entendemos o que nos unia, e dessa altura até hoje sei que não viveria sem ele e digo muitas vezes que ainda bem que ele nasceu e faz parte de mim.

Sim já tivemos muitas chatices como todos os amores têm, mas sempre soubemos que para lá das divergências nos tínhamos e muitas vezes o deixei ganhar as batalhas, para quê ganhar algo se o mais importante era eu dar-me bem com ele?

E hoje digo que um dos meus maiores medos é perder o meu irmão, não saberia viver sem a certeza de que ele estava ali a meu lado como está mesmo não estando.
Não saberia viver sem ele, sem as suas chatices, os seus amuos, o seu egoismo pelo mimo que tem de todos os que o amam, sem o ver chateado comigo pela vida que tenho, sem o ver magoado porque quer o melhor para mim e sabe que nada pode fazer. Não saberia viver sem este imenso amor que sei que tem por mim e eu por ele.
Viraria o mundo por ele, seja pelo que fosse.

E a ti agradeço tudo, fazes parte de mim e sempre farás é a única garantia que tenho é a vantagem que existe nos irmãos, nunca o deixarão de ser e ainda bem que assim o é.


 

Adoro!!!





Talking To The Moon

I know you're somewhere out there
Somewhere far away
I want you back
I want you back
My neighbors think
I'm crazy
But they don't understand
You're all I have
You're all I have

At night when the stars
Light up my room
I sit by myself
Talking to the moon
Try to get to you
In hopes you're on
The other side
Talking to me too
Or am I a fool
Who sits alone
Talking to the moon

I'm feeling like I'm famous
The talk of the town
They say
I've gone mad
Yeah, I've gone mad
But they don't know
What I know

Cause when the
Sun goes down
Someone's talking back
Yeah, they're talking back

At night when the stars
Light up my room
I sit by myself
Talking to the moon
Try to get to you
In hopes you're on
The other side
Talking to me too
Or am I a fool
Who sits alone
Talking to the moon

Do you ever hear me calling?
Cause every night
I'm talking to the moon
Still trying to get to you

In hopes you're on
The other side
Talking to me too
Or am I a fool
Who sits alone
Talking to the moon

I know you're somewhere out there
Somewhere far away


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Perdoar ou não

A minha mãe tem tentado, sim eu reparo que ela liga, anda mais nhé nhé com falinhas mansas.
Pergunta como estou e como está a minha filha e manda aparecer.

Eu sou simpática e respondo "sim está tudo" mas quando chega à parte de ser nhé nhé não consigo... Há algo mais forte que eu que não me deixa ser "merdinhas" com ela.
Tenho perfeita noção que não a deixaria doente a morrer num canto, no fundo fundinho é minha mãe, mas há coisas na vida que não consigo perdoar, há dores que não saem de cá de dentro, dores provocadas por ela.

Muito menos frases que muitas vezes ecoam a minha cabeça, não consigo perdoá-la por um dia ter precisado mesmo muito dela e ela apenas ter dito "se estás a passar por isso é porque provocaste" não foram exactamente estas palavras mas se colocasse as verdadeiras ficaria explicito demais a dor que tenho e isso não quero.

Não sou de fazer festinhas e meiguices a quem me magoa, normalmente até me torno fria, distante dessa pessoa, com ela foi sempre assim até aos dias de hoje e acho que continuará a ser.

A minha mãe sempre foi a minha avó e continuo a dizer que vendia a alma ao diabo para a ter mais anos aqui comigo! Faz-me tanta falta e as saudades não cabem cá dentro a maior parte das vezes!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Eles?

São todos muito verdadeiros quanto ao que querem, são melhores do que os outros porque dizem logo para o que vêem.
Acham que nao magoam ninguém apenas porque dizem "Sem sentimentos" e pensam que nós temos de os seguir apenas porque estão a ser verdadeiros connosco.

Acho piada à ultima verdadeira deste...

Ele - Não querias estar comigo?
Eu  - Não, és casado, se não fosses quem sabe!
Ele - Essa vai ser a minha prenda.
Eu - Prenda?
Ele - Que te vou dar nos teus anos.
Eu - Explica lá?!
Ele - Deixar de estar casado
Eu - Por umas horas não?
Ele - Sim. É isso...

Nem comento mais nada....

Dizem

Que quando não procuramos as coisas acontecem...

Estas ultimas semanas realmente ando calminha, desinteressada...

Apareceram de novo na minha vida 3 pessoas que tinham "desaparecido" por uns tempos.

Pensei que quando acontecesse que seria algo novo, ou isto quer dizer que uma das tres pessoas ou mesmo as três são as que vão ficar para sempre? (nem pensar)

Vá destino, quero gente nova sim?

Isto para dizer que há dois meses que não sabia do meu amigo casado, ainda há uns dias comentei com alguém que ele andava muito calado e ainda bem que assim o era...

O meu amigo casado hoje lembrou-se de mim. Podiamos dizer que era algo bom, é uma pessoa com quem falo há mais de 7anos, não fosse ele casado e de há sete anos para cá andar a tentar saltar-me em cima. E acreditem que ele é muito teimoso e persistente!

O gajo até é giro, quando o conheci nem sabia que namorava... mas convenhamos... é casado, não respeita a mulher e isso tira-me do serio...

Eu e as minhas manias

Ontem fui ter com um colega de trabalho que não anda bem a ver se queria desabafar.
Eu bem digo que tenho de me deixar destas coisas mas... há dias que prefiro ouvir os problemas dos outros e tentar dar os meus conselhos apenas pelo que já vivi e passei do que me lembrar dos meus proprios problemas.

Sim senti-me bem por o ouvir.

E sim ouvi dos mais chegados "pareces a madre Teresa de Calcutá, só tu para essa paciencia" ....

Acho que não consigo mudar quem sou....

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Um mal nunca vem só


A minha filha ontem partiu o Umero, mesmo ali onde diz Epicondio.
Com gartland tipo 1 ou seja a fractura não deslocou, o médico apenas disse que ela teve muita sorte.

Doeu ouvir os gritos dela de medo e dor enquanto tremia, e eu senti-me pequenina por estar ali e não poder fazer nada!

Rais parta o azar que parece não desaparecer !!!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Eu e as bebidas alcoolicas

Eu não bebo! Não porque não faltasse por vezes vontade de apanhar uma bela de uma bebedeira, nem que fosse para ver como era o meu eu naquele lindo estado, mas porque não gosto do gosto amargo que o alcool deixa na garganta.
A verdade é que é algo que nunca me fez falta, até começar a sair à noite e levar sempre com ares admirados do tipo "não bebes? nada mesmo? sério?".

Ok eu só comecei a sair à noite agora aos 30, mais vale tarde que nunca.
Em adolescente não podia sair, outros tempos (outros pais), entretanto casei, tive a minha filha, separei-me, e só depois da separação daquele que mais me marcou na vida é que decidi que estava na hora de pensar em mim, mudar, e começar a fazer o que nunca fiz, quanto mais não seja para ver como aquilo é (experimentar tudo mas consciente... muito consciente mesmo).
Comecei a sair à noite com um grupo de amigos, ao inicio as discotecas não eram muito a minha onda (e ainda não são) até que conheci as galerias e percebi que lá havia algo que gosto, bares, onde a musica é boa e dá para conversar.
Por isso sim eu saio à noite, 1x por semana, para ver gente, estar com os amigos (ultimamente até tem sido apenas uma amiga), ouvir boa musica, divertir um pouco, e depois vir para casa.
Não preciso de beber para me divertir e acho deprimente quem bebe ao ponto do que lá se vê...

Por isso quando teimam comigo que tenho de começar a beber apenas digo... "não bebi até agora não será hoje que o farei, divirto-me na mesma e nao faço figurinhas tristes"!
Não, não vou na onda de ninguém e nunca fui muito de ir, sempre soube o que queria para mim.

Depois claro que levo com rotulos do tipo "és certinha demais" mas pronto é o que temos.

A verdade é que depois há quem me peça para ser motorista, ai sim não teimam para que beba, assim eles bebem sem riscos de multas ou acidentes. Para mim não faz diferença, divirto-me na mesma, e ainda consigo dar umas boas gargalhadas com a estupidez deles bebados!!!

sábado, 7 de janeiro de 2012

Não acredito

Não acredito que a minha vida seja feita apenas de desencontros, de pessoas que aparecem na minha vida sem ser no tempo certo!
Não é justo que assim seja, e embora eu já aceite a vida conforme ela é não deixa de ser revoltante.
Não acredito que apareceste na minha vida na altura errada unica e simplesmente porque não estás no mesmo patamar que eu. Não acredito que a vida seja capaz de me gozar a este ponto, de me mostrar algo que sempre quis e depois me mostrar que era só uma amostra...
Quero acreditar que estás a ser uma aprendizagem (mais uma), na minha vida, aprender a ter paciencia a deixar que a vida me dê o que tem para me dar, aprender a deixar os dias correr e o tempo passar.
E pela primeira vez estou a seguir os passos como tem de ser, porque há muito que desisti de ir atrás e exigir o amor de quem quer que seja, que não me queira amar.
E deixo-te partir como nunca deixei ninguem, apenas porque aceito e tenho de aceitar como as coisas são.

Mas isso não implica que não doa, os primeiros dias são de ansiedade mas chega a esta altura e a saudade mata por dentro, doi, remoi.... aperta como se tivessem a arrancar algo que não me pertence.

Dois dias de completo silencio e hoje falaste, fui fria quando queria dizer o quanto sinto a tua falta.
Doeu ter de ser o que não sou apenas porque te tenho de dar distancia e o espaço que é preciso.
Doia menos se eliminasse tudo de ti, mas não seria justo, porque a amizade que tinhamos não pode acabar tambem tal como o que tivemos acabou.
Então agarro-me ao pouco que tenho e tento respirar fundo, ergo a cabeça como sempre fiz seguro o peito apertado, choro o que tenho de chorar e continuo a minha espera... aquela espera que nunca fiz... esperar que a vida e o tempo decidam a minha vida, sem desejar nada, porque farto-me de ouvir que quando não se procura tudo acontece...

Gritar

aaahhhhhhhhhhhh!!!!

E era só isto!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Novidades


E estamos assim, com 68kg certos, a ultima vez que pesei tão pouco foi em 2007, entretanto descobri um nodulo no peito e engordei 7kg em 2meses. Vamos esperar que não tenha nenhuma novidades nos proximos anos, para manter esta caminhada.
No total já foram 10.4kg.
Agora está a ser uma caminhada mais lenta como já previa, mas não estou a matar a cabeça com o assunto. Não mudei muito a alimentação nem tenho bebido água nenhuma por isso posso dar-me por feliz por estar a perder peso com tão pouco que faço.
Como não tenho ido caminhar decidi fazer uso da elíptica que tenho em casa, que já não usava há mais de 1ano e tinha sido usada 2x!
Para já ainda só faço 30min, não por não aguentar mas sim porque se torna um desporto chato, não se sai do sitio e acabo por me chatear com aquilo.
Gostei da diferença da resistência muscular, há um ano quando comprei a elíptica aguentava 10min apenas e na força 1, neste momento faço 30min na força 4, e aguentava mais tempo se fosse preciso. Definitivamente as caminhadas e inicio de corrida fizeram-me muito bem, a ver se no tempo mais quente volto à rotina que tinha.
Para já o frio dá-me preguiça!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Musica



Não arranjava melhor musica para esta fase da minha vida.


Someone That Cannot Love


You locked your heart
You wake up with tears and stars in your eyes
You gave it all to someone that
Cannot love you back

Your days are packed
With wishes and hopes for the love that you've got
You wasted all to someone that
Cannot love you back

Someone that cannot love

Love, ain't this enough
You push yourself down
You try to take confort in words
But words
They cannot love
Don't waste them like that
Cus they'll bruise you more

You secretly made
Castles of sand that you hide in the shade
But you cannot hold the tides that break them
And you build them all over again

You talk all these words
You make conversations that cannot be heard
How long until you notice that
No one is answering back?

Someone that cannot love

Love, ain't this enough
You push yourself down
You try to take comfort in words
But words
They cannot love
Don't waste them like that
Cus they'll bruise you more

Love, love, ain't this enough
You're pushing around
You try to take comfort in words
But words
Well they cannot love
Don't waste them like that
Cus they'll bruise you more

Someone that cannot love

Love, ain't this enough
You push yourself down
You try to take comfort in words
But words
They cannot love
Don't waste them like that
Cus they'll bruise you more

Love, love, ain't this enough
You're pushing around
To find little comfort in words
But words
Well they cannot love
Don't waste them like that
Cus they'll bruise you more

You know they'll bruise you more
Words, they will hurt you more
Words, they will hurt you more

Yes, they'll bruise you
Someone that cannot love
Someone that cannot love

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Musica - Pablo Alboran - Miedo


É dos poucos putos a quem tiro as medidas... se calhar por parecer mais velho.. ou será a barba?! 

Miedo

Empiezo a notar que te tengo,
Empiezo asustarme de nuevo,
Sin embargo lo guardo en silencio
Voy a dejar que pase el tiempo.

Empiezo a creer que te quiero
Ya empiezo a soñar con tu beso
Sin embargo no voy a decirlo
Hasta que tú sientas lo mismo.

Porque tengo miedo, miedo de quererte
Y que no quiera volver a verme

Por eso dime que me quieres,
O dime que ya no lo sientes
Que ya no corre por tus venas ese calor que siento al verte
No lo intentes sé que me mientes..

Empiezo a notar que te pierdo ,
Empiezo ya a echarte de menos
Acaso te miento no es cierto
Que se va apagando lo nuestro ,
Y ahora dirá que eso mentira ,
Que soy el único en tu vida
Te sigo notando perdida?

Ya no me digas que me quieres
Ya no me importa lo que sientes
Que aquel amor que me abrazaba
Ya no quema solo escuece,
No lo intentes
Sé que me mientes?
Ya no me digas que me quieres ,
Ya no me importa lo que sientes?

Ya no tengo miedo...

Não gosto

De pessoas que tem tudo de mão beijada na vida, que tem marido e filhos, e mesmo assim se lamentam da péssima vida que têm.

Eu conheço uma pessoa assim, desde que a conheço, e já lá vão uns 7 a 8 anos que nunca a vi com algo positivo na boca.
Ora porque a mãe só gosta da irmã e não dela.
Ora porque a irmã é esta e aquela e só a queima.
Ora porque casou e não é feliz, e o marido não ajuda em nada, e o marido fuma e só dorme, ora porque o marido trouxe uma bagagem familiar que ela detesta.
Ora porque teve um filho e o marido não a ajuda com o filho, e porque está gorda, e nem sequer se penteia e anda sempre triste...

E ao mesmo tempo é vê-la a continuar casada, a continuar a ir almoçar todos os dias à mãe, a dizer que a mãe lhe deu isto e aquilo, a ir de férias para fora, entre mais mil e uma coisas....

Não gosto de gente assim que tem uma vida boa e só se lamentam...

E depois ainda me diz "ah eu adorava ser como tu, ter essa força de te levantares sempre"
f*** só não se levanta quem não quer, quem adora aquele tipo de vida teatral onde o drama reina todos os dias... e se não houver drama não há vida.

A história de ontem foi que está gorda, e que este fim de semana queria ver o Avatar e o marido fugiu e nem tomou conta do filho para ela ter 5minutos de sossego a ver o filme, que nem entendeu o filme vejam só.
Depois descobriu que o marido estava na varanda com o cão... o drama... o marido afinal estava ali ao lado dela mas caladinho para fugir (matem-me)....
E coitada, porque tem de tratar do cão, porque tem de tratar do filho, porque tem de tratar do marido, que tem de trabalhar e que já nem tem roupa que lhe sirva, as calças andam com o botão desapertado, as camisolas estão todas gastas e velhas, que de manhã já nem se penteia (O horror...)  sequer porque se sente feia....

Às vezes pergunto-me como tenho eu paciência para ouvir esta gente, juro que quando morrer vou ter um lugar VIP no céu, com direito a spa, anjinhos a abanar folhas (sei lá eu o nome daquela coisa), outro anjo a arranjar-me as unhas, outro do cabelo, massagens e afins..... tudo a que tenho direito...

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Natal e passagem de ano

O meu blog é mais para desabafo, os 2 ou 3 gatos que lêem e me conhecem sabem que é aqui que descarrego as más energias para poder levantar-me todos os dias com o sorriso que não me larga e já me é característico, sorriso esse muitas vezes falso, apenas pormenores.
Dai não ter vindo falar do natal e do ano novo, nem ter desejado nada por esta via a ninguém.

Mas sim tive um natal, podia ter sido pior, mas como sempre tirei algo de positivo desse dia. O meu tio com 61anos é um fixola, fomos só nós os dois a falar num grupo de 6 pessoas à mesa onde apenas eu era uma miuda (52, 55, 61, 87, 90 eu 30).
Ri-me bastante com a conversa e tal como no ano passado eram 22h e o natal estava terminado.
Nessa mesma noite fui a casa de um amigo, a familia convidou para lá ir e adorei. Senti-me bem no meio daquelas pessoas e tanto me fez bem como me fez mal, são outras histórias e complicadas de colocar aqui.
No dia de natal estive com quem mais me importava, a minha filha, o meu irmão, cunhada e afilhada.
Não foi o natal que desejava, mas quem sabe se não é este ano, ou no próximo... ou no seguinte... o importante foi ter passado com quem amo.

A passagem de ano foi boa, jantar com os importantes, uma amizade confirmada e para já a manter. 
Fogo na baixa, chouriço assado na Ribeira, muita dança e saltos novamente nos Aliados onde um DJ estava a passar musica.
Absorvi cada bocadinho da noite como sempre faço.
E este ano não pedi nada, todos os anos peço algo e nunca aconteceu por isso este ano decidi que não valia de nada fazer pedidos. 
Espero que este ano seja muito melhor que o ano passado, não que tenha sido um mau ano, em comparação com 2009 e 2010 foi apenas um ano neutro.

E de 2011 retiro:

- O nascimento da minha afilhada, ainda me lembro de sair do trabalho a correr para a ir ver.

- Decidi pensar mais em mim e tratar de mim, emagreci 10kg, espero emagrecer mais 10 este ano. Mudei um pouco a forma de vestir, e espero continuar com esta minha ideia de mudar e me sentir melhor na minha pele.

- Cresci muito interiormente, ainda tenho muito mais para crescer, aprendi a seleccionar melhor as pessoas, aprendi a não dar importancia a certa gente, exclui por completo algumas pessoas que me fizeram mal ou simplesmente não as queria como amigas, tornei-me mais selectiva, mais prudente, mas ainda assim tenho de aprender algumas coisas como não me entregar demais a certas situações.

- Acabei uma relação que não me sastifazia, apaixonei-me sem saber como e ao mesmo tempo o encanto passou ao conhecer melhor a pessoa. Pela 1ª vez olhei para uma pessoa pelas qualidades que procurava em alguém, descobri o que procurava, aprendi que se pode aprender a amar alguém, mas que infelizmente nem toda a gente pensa como eu, e que há gente que apenas não quer ser amada ou amar. Voltei a entregar-me demais, errei, mas estou mais adulta para aceitar os nãos que a vida teima em me dar. 

- Aprendi que não preciso de ninguém para ser feliz, aprendi a viver sozinha, fiz uma escolha na vida e comecei a sair pela primeira vez aos 30 anos.

- Fiz novos amigos, ganhei mais conhecidos que quem sabe um dia se tornam amigos ou não.

- Reencontrei amigos de há 10anos e 15anos e percebi que embora os anos passem há pessoas que não evoluem e não saem dos 15anos (diria até 10anos), afastei-me dessas pessoas, perdi a paciência para gente infantil.

- Apanhei alguns sustos no campo saude, sustos esses que tem de ser vigiados para o resto da minha vida.

- Percebi e comecei a entender melhor a minha filha, assumi que me afastei dela nestes ultimos 2anos, errei muitas vezes, alturas houve e há que me senti/sinto má mãe, mas tenho noção que a minha vida não ajudou nem ajuda em nada. Descobrimos o problema de hiperactividade dela, ando a tentar melhorar a minha relaçao com ela, confesso que há dias complicados, apenas por minha culpa.

- Cheguei aos 30anos, passei a meia noite dos meus anos na praia, sozinha, a renovar energias, a apreciar o silencio, o mar, a areia, a lua e as estrelas. Algo que ficará sempre guardado.

- Foi a primeira vez que perdi as forças, que baixei os braços, que tive ataques de panico, que andei dias sem dormir e sem comer, que chorei por me sentir a pessoa mais fraca do mundo. Mas tambem foi nessa altura que em vez de aceitar essa condição peguei em mim, mesmo sem força, e me retirei de casa. Comecei as caminhadas, quando me sentia mal ia até à praia respirar fundo, comecei a sair com pessoas para me distrair. Pela primeira vez aceitei que tenho de andar com um SOS (Victan) atrás de mim, cheguei a ter de tomar algumas metades para acalmar os ataques de panico, nessas alturas sentia-me estupida e fraca, sentia que ia morrer, a sensação é horrivel e para alguem que gosta de ter controle é algo muito mau. Não desejo a ninguém. Mesmo assim não me dei nem dou por vencida, não fugi de nenhum dos sitios onde tive os ataques, alturas há em que me sinto pior, dias há em que consigo controlar o medo. Percebi que me sinto pior em sitios fechados, mesmo assim não os evito.

- Ri, chorei, tive muitas vezes vontade de gritar e desaparecer para um sitio desconhecido durante uns tempos. Pensei agarrar-me a Deus, alturas há em que tento entende-Lo, outras há que não entendo. Continuo a tentar encontrar-me, ou melhor dizendo continuo a tentar encontrar o meu centro ou o meu balanço para me sentir bem com a vida.

Não me lembro de mais nada que me tenha marcado em 2011, olhando para este ano realmente foi um ano neutro, apenas de descoberta interior, de algumas quedas... mas nada que me mate.

Continuo à espera do ano que me trará apenas paz... de resto já não peço nada. 

Bom ano para todos.


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Ilusão ou não

Sempre vi o jantar de natal dos sem abrigo como algo bom, dar pelo menos nessa noite algo que durante todo o ano são capazes de não ter, mas agora de repente lembrei-me, será que é mesmo bom dar-lhes por um dia o que se calhar eles queriam ter o ano todo?

Ora vejamos, há sem abrigos que escolheram esse estilo de vida para si mesmos, mas outros há que não a escolheram, as dificuldades de algo chamado vida levou-os a esse caminho. Eu ponho-me a imaginar a dor que deve ser estar numa situação como essa e sem familia, ou pelo menos uma familia presente.
Passam o ano todo à procura de um cantinho para dormir, refugiados do frio e à procura de comida ou então a ir buscá-la às carrinhas, onde os voluntários lhes dão para as mãos uma sopa quentinha pelo menos.
Aqui entra esse jantar que lhes oferecem, isso é dar-lhes um pouco do que se calhar eles sonham a vida quase toda, mas mal acabam o jantar a realidade chama-os e voltam à tal vida de sempre.
Será justo mostrar-lhes ou adoçá-los com algo que não podem ter?

É como eu ter visto a familia que adorava ter e saber que não a posso ter... sim doi e magoa, principalmente quando se luta por isso!
Não o fundamento não é falar de mim, mas de toda a gente a quem dão a ilusão dos sonhos que têm...