segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Perdoar ou não

A minha mãe tem tentado, sim eu reparo que ela liga, anda mais nhé nhé com falinhas mansas.
Pergunta como estou e como está a minha filha e manda aparecer.

Eu sou simpática e respondo "sim está tudo" mas quando chega à parte de ser nhé nhé não consigo... Há algo mais forte que eu que não me deixa ser "merdinhas" com ela.
Tenho perfeita noção que não a deixaria doente a morrer num canto, no fundo fundinho é minha mãe, mas há coisas na vida que não consigo perdoar, há dores que não saem de cá de dentro, dores provocadas por ela.

Muito menos frases que muitas vezes ecoam a minha cabeça, não consigo perdoá-la por um dia ter precisado mesmo muito dela e ela apenas ter dito "se estás a passar por isso é porque provocaste" não foram exactamente estas palavras mas se colocasse as verdadeiras ficaria explicito demais a dor que tenho e isso não quero.

Não sou de fazer festinhas e meiguices a quem me magoa, normalmente até me torno fria, distante dessa pessoa, com ela foi sempre assim até aos dias de hoje e acho que continuará a ser.

A minha mãe sempre foi a minha avó e continuo a dizer que vendia a alma ao diabo para a ter mais anos aqui comigo! Faz-me tanta falta e as saudades não cabem cá dentro a maior parte das vezes!

3 comentários:

Confuskos disse...

Compreendo o teu dilema....

Há um ou outro episódio que eu também não consigo perdoar totalmente, comigo será mais: "forgiven but not forgotten"!!
Mas algo bem menos grave e não de conflito, mas sobretudo de falta...

Quem sabe a vida te ajuda a relativizar! Mas como diz o ditado "Quem não se sente, não é filho de boa gente"!

Sê forte! :)

Beijinho*

Life is what it is disse...

Confuskos, o caso é bem mais complicado que isso. costuma-se dizer que mãe não é a que tem dor mas sim a que nos cria. Até aos 12anos fui criada pela minha avó, a minha mãe sempre foi muito distante, posso te dizer que me lembro de muito pouca coisa de infancia com ela, e ela morava num anexo da casa da minha avo, ou seja podia estar comigo todos os dias ela.
Não a culpo por não me ter criado, mas culpo por não ter sido mae na pior fase da minha vida.
Acredita que é algo tão grave que não a consigo mesmo perdoar.

Eu sou forte ;) tenho muita noção disso! :)

beijinhos e obrigada :)

Su disse...

Fofinha,
estive a agendar o meu post para amanhã e vai bater na mesma tecla que tu.
Serás balança de signo? É que me revejo bastnate na maneira de reagir- não sou de atritos mas torno-me distante e fria com as pessoas que me magoam e me se queridas - porque se forem meros conhecidos ou falsos amigos apenas me afasto e nem sequer me magoa por tanto tempo. O que magoa é saber que são as pessoas com quem deveriamos contar mais do que ninguém e no fim...não estão lá. São pessoas que nos deixam á deriva anos a fio quando nós ainda estamos em idade de precisar e mais tarde uando já estamos super independentes e habituadas a estar sem elas...elas v~em reclamar que não lhes ligamos e que não são precisas para nada. No meu caso...pois não. Sou maior, vacinada e imune a procurar apoio de quem não mo deu quando eu precisei. De quem não me protegeu mas colocou em perigo a mim e à minha família. Eu realmente não preciso dessas pessoas na minha vida. E se hoje acabo de fazer chamadas a marcar um TAC para o meu pai no IPO, quanto a nehm nhem estou como tu...não dá.
beijocas querida e força.