terça-feira, 8 de maio de 2012

Dia da mãe

Engraçado como hoje ia a pensar a caminho do trabalho que todas as vezes que escrevi algum bilhete na escola para o dia da mãe esse não era sentido!
Se calhar quando somos crianças não sabemos o que é amor de mãe, ou então eu nunca senti que a minha mãe fosse minha mãe. Lembro-me que às vezes pensava quem era aquela mulher que vivia ao lado da casa da minha avó, e mesmo assim não a sentia como mãe.
Por isso o dia da mãe só começou a ter sentido quando nasceu a minha filha, lembro-me perfeitamente que o primeiro festejo estava eu gravida e lembro-me da emoção que foi dizer que era mãe.
O dia é como um outro qualquer, somos mães todos os dias, nos maus, nos bons momentos, e nos maus momentos percebemos a paciência que temos e o limite da mesma.
Adoro a minha filha e tenho noção que morreria se algo lhe acontecesse, mas tambem tenho noção que me afastei aos poucos dela, com medo de me magoar, com medo de a magoar e por muitas vezes por falta de paciência e de saber lidar com o feitio especial dela.
Mas um dia tudo há de mudar, acredito que sim, e se há coisa que comparo ao que eu era é que ela diz "adoro-te mãe" e sei que é sentido. Sei que ela gosta de mim como mãe, enquanto eu nem sequer me lembro de dizer à minha alguma vez que gostei dela.

Por isso neste dia vou agradecer à minha verdadeira mãe, àquela que me deu tudo o que um filho pode querer, amor.
E neste dia agradeço à minha avó todo o amor.
As noites mal dormidas quando estava doente, o lanche a meio da manhã que todos os dias me levava à escola, agradeço o pouco que me deu mas dado com todo o amor possível.
Agradeço a paciência quando eu não parava quieta, que se sentasse a meu lado a fazer os trabalhos de casa mesmo não sabendo ler, e para me incentivar me dizia para a ensinar.
Agradeço a quantidade de vezes que se pôs à frente quando me quiseram dar porrada, agradeço toda a comida que fazia propositadamente para mim "é o que ela gosta".
Agradeço o abraço, o amor, o beijo, o silencio e as palavras positivas dizendo-me que um dia seria feliz.

A ti que foste mãe, que foste avó, agradeço o que sou hoje. Se não fosses tu não sei o que seria de mim quando tive de me separar de ti aos 12 anos e tive de enfrentar o que enfrentei. Hoje sei que sou forte porque o teu amor foi incondicional, e porque o mimo que me deste nunca foi demais, eu sou a prova que ninguém se estraga com mimo a mais e amor a mais.
E sim um dia serei feliz, e no dia que te reencontrar de novo e te der o abraço que tenho guardado, aquele abraço cheio de saudade, no momento em que tiver coragem de retirar os meus braços de volta de ti sabendo que não me fugirás de novo, dir-te-ei que te amo como sempre o fiz, e dir-te-ei "sim fui feliz".

Para já mando-te um beijo de longe!
Não imaginas as saudades que tenho tuas, continuo a achar que a morte é uma injustiça e apenas nos leva quem mais amamos!
Adoro-te e "até breve"!

1 comentário:

FireHead disse...

Afinal de contas, mãe é mãe. Mais palavras para quê? Sem ela a vida torna-se literalmente uma madrasta.