terça-feira, 30 de dezembro de 2014

De volta ou não...

11-11-2014


Morreste-me. Talvez sejas como as folhas de Outono. Estavas preso a um dos ramos, preso apenas por um caule fino e frágil, já quase solto. Nas primeiras chuvas ameaçaste cair. Segurei-te com a força da minha teimosia. Teimosa - dizias tu. Sim eu sei que sou. Morreste-me. Num dia de vento perdi-te ou perdeste-me tu a mim. O teu caule frágil partiu quando sacudi os ramos cansados do temporal. Pensei que te conseguia segurar, mas o Outono é assim, leva o velho para que algo novo possa nascer.Morreste-me. E eu tomei a decisão de não morrer contigo. Decidi estender de novo os ramos e esperar pela Primavera, onde tudo renasce, com mais cor

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