quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Unicornios

"mãe, quero um quarto de unicórnios e cor de rosa"

A minha mais velha tem uma imaginação muito fértil, embora haja muitas meninas que com 10 anos já sejam umas "senhoras" a minha ainda vive muito no mundo da fantasia.
Há dias que me preocupa, depois há outros que penso que terá o seu tempo para crescer. Penso que com o nascimento da mais nova isto mudará.

Quando lhe mostrei fotos de quartos com unicórnios veio-me com ideias de coisas muito à bebé ou muito infantil para a idade dela. Ponderei se faria como ela queria, e como pensaria ela daqui a um ano visto nesta fase elas mudarem muito rápido de pensamento.
Então decidi fazer algo que ela queria, mas já com um aspecto já a fugir para a pré adolescência. Rosas, aplicações de unicórnios, mas sem exageros.
Nesta casa também não tenho grande vontade de decorar, visto não ser minha e muito sinceramente não me sinto minimamente em casa. Por isso aos poucos vou fazendo algumas coisas que sei que posso levar para outra casa que venha a ter.
Ainda muito provisório, segue em baixo as fotos.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

24 semanas

Da primeira gravidez, já lá vão 10 anos, eu tinha um blog onde escrevi tudo.
Os medos, ansias, consultas, tenho tudo ali escrito e agora acho um piadão ir lá ler.
Desta não tenho nada... aquela teoria que o primeiro filho é de ouro o segundo prata começa a fazer sentido.
E tenho um sentimento de culpa por não escrever nada sobre ela, porque sei que um dia vou querer comparar as duas e não haverá como o fazer!!
A unica diferença é que desta tiro uma foto todas as semanas, ok aldrabei algumas semanas, mas tenho um apanhado de quase todas as semanas até ao dia de hoje. Da primeira nem maquina fotográfica eu tinha quanto mais tirar fotos.

Mas basicamente, fizemos 24 semanas no domingo.

Mau:
As dores nas pernas e pélvis tem complicado o dormir e o caminhar.
Além disso tenho tido umas cólicas ao ponto de ter de parar o que estou a fazer e esperar que passe.
Já me sinto super cansada e enorme, a alimentação não tem sido a melhor e o sentimento de culpa que a acompanha não ajuda.
Sono, sono e sono... é uma constante.

Bom:
O pai voltou a sentir a Inês hoje (14/12), tivemos os dois oportunidade de a ver mexer cá fora.
Comparando esta gravidez à da Diana penso que esteja a ser mais fácil, mesmo com todas as condicionantes. Mas visto desta andar sempre atarefada e da dela não... acho que me estou a safar para já.




segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Distancia

O pai foi embora, de novo. E as despedidas cada vez custam mais.
Quando decidi seguir a gravidez para a frente tinha perfeita noção dos riscos, das dificuldades e tinha perfeita consciência que caso o pai decidisse que não queria, eu iria ser mãe solteira, iria estar sozinha, e estava preparada para isto tudo, ou achava estar.
Mas depois o pai percebeu que estar connosco fazia sentido, mesmo não sendo o melhor nesta altura, percebeu que ser pai não era um bicho de sete cabeças.
Percebeu que enquanto a barriga cresce cresce também o amor que ele sente por esta "surpresa", e no momento em que percebi que o iria ter na minha vida, e que o nosso amor fazia sentido e decidimos juntos lutar por esse amor, percebi também que todas as certezas que iria aguentar esta fase sozinha estavam a cair por terra.
Não o sinto no dia a dia, sinto-o muito no momento em que o levo à camioneta e há a despedida. E nesse momento o meu coração contrai, as lágrimas caem sem forçar, e sim sinto-me sozinha.
E penso em tudo o que gostaria de partilhar com ele, que partilho, mas não da mesma forma. Queria que ele tivesse visto a primeira vez que a Inês (sim é o nome da nossa surpresa) deu um pontapé e toda a minha barriga gelatinosa se mexeu. Queria que tivesse sentido o primeiro pontapé "cá fora" no mesmo dia que eu senti, ali a meu lado, mas não foi possível.
E todos os dias luto com isto da distancia, dias há que fico farta e cansada, outros há que penso que tudo há de dar certo um dia e teremos a nossa vida como desejamos. Mas até lá, há que limpar lágrimas, remoer saudades, dizer "amo-te" a 300km de distancia, e esperar sempre pelo próximo dia que estaremos juntos.

domingo, 8 de novembro de 2015

19 semanas e a minha ansiedade

O meu maior desejo nesta gravidez foi sentir o bebé.
Toda a gente que já passou por uma gravidez sabe que é o ponto alto de ser mãe, é daqueles sentimentos unicos e que só nós sabemos o quanto é bom!!
Já o sinto desde as 16 semanas, a inicio ao de leve e raro mas agora com maior intensidade de movimentos.
Aqui entram os meus problemas de ansiedade e os fantasmas que me assolam .
Mal o sinto a primeira coisa que penso... "algo se passa comigo" ... é impossivel que não pense logo em algo mau, é automatico, sinto o movimento e a mente foge logo para "passa-se algo com o meu corpo".
Até que o meu racional entra em acção e diz "é só o bebe... estás parva".
E é nisto que a minha ansiedade me cansa.
Quem passa por episodios de ataques de panico e ansiedade percebe o quanto este sentimento nos rasga por dentro, o quanto se torna cansativo chegando a doer o corpo pelo cansaço da luta constante cerebro e mente.
Para ja a minha mente vence o cerebro mas até quando isto acontecerá?

Mas mais importante que isto são 19 semanas deste bebé surpresa. Por vezes ainda me esqueço que estou grávida, tem sido uma gravidez mais santa que da minha filha, mas ao mesmo tempo com mais altos e baixos devido à minha vida.

A vida resolve-se sozinha e cada vez acredito mais nisso... se este bebé teve de vir nesta fase da minha vida, com muito poucas probablidades de ser possivel, é porque havia um motivo...


quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Destino.... E se o destino me pregar mais uma partida... o destino teima em me lixar a cabeça e o coraçao...
E a terça feira que nunca mais chega.... e se entretanto chega e nao corre bem...
E se corre bem e me apaixono .... e se corre mal depois de me apaixonar...
Tantas perguntas, tantos ses, tanta merda... e eu sem saber o que pensar.
Estou ansiosa, nervosa... e se funciona.... e se desta vez o destino é o certo... como se faz com a distancia... e se for o errado mais uma vez?

Escrevi isto dia 10 de Março de 2015... Passado quase 8 meses tenho certeza que o destino foi o certo.
Desta vez não houve partidas, nem erros!!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015






Adoro aqueles inícios de Primavera, antes de todos os atchins vindos das alergias e rinites, aqueles dias em que começam as primeiras chuvas.
Adoro quando os primeiros pingos caem na terra seca, e deixam aquele cheiro tão característico de terra molhada. Gosto de sentir aquele cheiro e retroceder vários anos, há cheiros que nos levam a lugares onde já fomos felizes. Alturas em que a inocência fazia parte de mim, em que saltar muros com os vizinhos era uma competição renhida, em que a bola fazia parte do dia à dia. Em que as unicas guerras e disputas eram ver quem chegava primeiro ao fim da rua, ou quem pedalava mais rápido na bicicleta. E as medalhas, eram joelhos ou mãos esfoladas.
Alturas em que o amor reinava numa casa quase vazia de gente, mas ao mesmo tempo tão cheia de sorrisos e carinhos. 
Numa casa com cheiro a bolachas de baunilha.  A minha avó não fazia bolachas, e naquela altura só havia bolachas maria quando o rei faz anos, mas neste momento, ao pensar como poderia cheirar aquela casa, lembrei-me de um dos melhores cheiros que existem... bolachas de baunilha, a sair do forno... 
Talvez pudesse dizer que a casa tinha o cheiro da minha avó, mas este cheiro é indefinível, é daqueles que ficam guardados em nós, que fazem parte de lembranças, que estão cravados no coração para todo o sempre, tal e qual como o amor deve ser. 
Há cheiros que nos fazem felizes...


domingo, 11 de janeiro de 2015

Há gente que cheira a verão...

O teu corpo chama o meu quando estás perto. É como se tivesses um iman que estando perto demais me puxa para ti, e tu aproveitas isso. Sabes o efeito que tens em mim.
Quando estou perto de ti apetece-me puxar-te para mim e beijar-te... às vezes os beijos roubados são os melhores.
O teu corpo chama pelo meu em gritos silenciosos, o meu corpo responde ao teu com sorrisos timidos. O teu toque provoca em mim arrepios que me fazem suster a respiração.
Peço-te que não me toques, digo-te que me fazes mal e tu no teu sorriso 531 teimas em continuar.
Suspiro quando passas os teus dedos nas minhas costas. Arrepio-me, beijo-te, provoco-te e o teu corpo responde como o meu.
Encolho-me no teu abraço. Quem te manda ter abraços assim? Desejo que aquele momento não termine nunca. A vida torna-se perfeita quando me encolho em ti e sinto o teu cheiro.
Cheiras a verão, não sei de onde retirei esta ideia, talvez venha do calor que sinto quando estás em mim. Talvez seja apenas o teu cheiro que me leve a achar isso.
Sabes a verão quando me perco nos teus beijos, o mundo começa e acaba nesses momentos. Provoco-te e tu vingas-te. Arrepio-me quando me tocas, provocas-me suspiros e arrepios na pele. Mando-te parar, sorris, beijas-me a testa e continuas a tua dança. Perco-me nela, imagino como seria a melodia dessa dança e perco-me de novo em ti.
Olho-te nos olhos, desejo que os consigas ler, olhas-me nos olhos e tento decifrar-te. Pedes-me que te leia a mente, transmissão de pensamentos dizes tu e eu fico de coração apertado sem saber o que pensar.
Passas-me a mão no cabelo, revolto e selvagem, tentas penteá-lo sem sucesso, tê-lo todo desalinhado lembra-me dos minutos anteriores, lembra-me que por uns minutos foste meu e desejo que o cabelo se mantenha sempre assim em desalinho, enquanto estiveres por perto.
Ficamos em silencio os dois, perdidos entre um entrelaçar de dedos e olhares fixos um no outro.
Poderia a vida ser mais perfeita que isto?
E eu sei que podia, se te tivesse mais vezes por perto, se me aninhasse mais vezes no teu abraço com cheiro a verão. Porque te pos a vida no meu caminho? Quem é ela para decidir dár-me o verão sabendo que no fim apenas poderei ficar com o inverno.