O meu blog é mais para desabafo, os 2 ou 3 gatos que lêem e me conhecem sabem que é aqui que descarrego as más energias para poder levantar-me todos os dias com o sorriso que não me larga e já me é característico, sorriso esse muitas vezes falso, apenas pormenores.
Dai não ter vindo falar do natal e do ano novo, nem ter desejado nada por esta via a ninguém.
Mas sim tive um natal, podia ter sido pior, mas como sempre tirei algo de positivo desse dia. O meu tio com 61anos é um fixola, fomos só nós os dois a falar num grupo de 6 pessoas à mesa onde apenas eu era uma miuda (52, 55, 61, 87, 90 eu 30).
Ri-me bastante com a conversa e tal como no ano passado eram 22h e o natal estava terminado.
Nessa mesma noite fui a casa de um amigo, a familia convidou para lá ir e adorei. Senti-me bem no meio daquelas pessoas e tanto me fez bem como me fez mal, são outras histórias e complicadas de colocar aqui.
No dia de natal estive com quem mais me importava, a minha filha, o meu irmão, cunhada e afilhada.
Não foi o natal que desejava, mas quem sabe se não é este ano, ou no próximo... ou no seguinte... o importante foi ter passado com quem amo.
A passagem de ano foi boa, jantar com os importantes, uma amizade confirmada e para já a manter.
Fogo na baixa, chouriço assado na Ribeira, muita dança e saltos novamente nos Aliados onde um DJ estava a passar musica.
Absorvi cada bocadinho da noite como sempre faço.
E este ano não pedi nada, todos os anos peço algo e nunca aconteceu por isso este ano decidi que não valia de nada fazer pedidos.
Espero que este ano seja muito melhor que o ano passado, não que tenha sido um mau ano, em comparação com 2009 e 2010 foi apenas um ano neutro.
E de 2011 retiro:
- O nascimento da minha afilhada, ainda me lembro de sair do trabalho a correr para a ir ver.
- Decidi pensar mais em mim e tratar de mim, emagreci 10kg, espero emagrecer mais 10 este ano. Mudei um pouco a forma de vestir, e espero continuar com esta minha ideia de mudar e me sentir melhor na minha pele.
- Cresci muito interiormente, ainda tenho muito mais para crescer, aprendi a seleccionar melhor as pessoas, aprendi a não dar importancia a certa gente, exclui por completo algumas pessoas que me fizeram mal ou simplesmente não as queria como amigas, tornei-me mais selectiva, mais prudente, mas ainda assim tenho de aprender algumas coisas como não me entregar demais a certas situações.
- Acabei uma relação que não me sastifazia, apaixonei-me sem saber como e ao mesmo tempo o encanto passou ao conhecer melhor a pessoa. Pela 1ª vez olhei para uma pessoa pelas qualidades que procurava em alguém, descobri o que procurava, aprendi que se pode aprender a amar alguém, mas que infelizmente nem toda a gente pensa como eu, e que há gente que apenas não quer ser amada ou amar. Voltei a entregar-me demais, errei, mas estou mais adulta para aceitar os nãos que a vida teima em me dar.
- Aprendi que não preciso de ninguém para ser feliz, aprendi a viver sozinha, fiz uma escolha na vida e comecei a sair pela primeira vez aos 30 anos.
- Fiz novos amigos, ganhei mais conhecidos que quem sabe um dia se tornam amigos ou não.
- Reencontrei amigos de há 10anos e 15anos e percebi que embora os anos passem há pessoas que não evoluem e não saem dos 15anos (diria até 10anos), afastei-me dessas pessoas, perdi a paciência para gente infantil.
- Apanhei alguns sustos no campo saude, sustos esses que tem de ser vigiados para o resto da minha vida.
- Percebi e comecei a entender melhor a minha filha, assumi que me afastei dela nestes ultimos 2anos, errei muitas vezes, alturas houve e há que me senti/sinto má mãe, mas tenho noção que a minha vida não ajudou nem ajuda em nada. Descobrimos o problema de hiperactividade dela, ando a tentar melhorar a minha relaçao com ela, confesso que há dias complicados, apenas por minha culpa.
- Cheguei aos 30anos, passei a meia noite dos meus anos na praia, sozinha, a renovar energias, a apreciar o silencio, o mar, a areia, a lua e as estrelas. Algo que ficará sempre guardado.
- Foi a primeira vez que perdi as forças, que baixei os braços, que tive ataques de panico, que andei dias sem dormir e sem comer, que chorei por me sentir a pessoa mais fraca do mundo. Mas tambem foi nessa altura que em vez de aceitar essa condição peguei em mim, mesmo sem força, e me retirei de casa. Comecei as caminhadas, quando me sentia mal ia até à praia respirar fundo, comecei a sair com pessoas para me distrair. Pela primeira vez aceitei que tenho de andar com um SOS (Victan) atrás de mim, cheguei a ter de tomar algumas metades para acalmar os ataques de panico, nessas alturas sentia-me estupida e fraca, sentia que ia morrer, a sensação é horrivel e para alguem que gosta de ter controle é algo muito mau. Não desejo a ninguém. Mesmo assim não me dei nem dou por vencida, não fugi de nenhum dos sitios onde tive os ataques, alturas há em que me sinto pior, dias há em que consigo controlar o medo. Percebi que me sinto pior em sitios fechados, mesmo assim não os evito.
- Ri, chorei, tive muitas vezes vontade de gritar e desaparecer para um sitio desconhecido durante uns tempos. Pensei agarrar-me a Deus, alturas há em que tento entende-Lo, outras há que não entendo. Continuo a tentar encontrar-me, ou melhor dizendo continuo a tentar encontrar o meu centro ou o meu balanço para me sentir bem com a vida.
Não me lembro de mais nada que me tenha marcado em 2011, olhando para este ano realmente foi um ano neutro, apenas de descoberta interior, de algumas quedas... mas nada que me mate.
Continuo à espera do ano que me trará apenas paz... de resto já não peço nada.
Bom ano para todos.